Como escolher
Oito perguntas para fazer a qualquer fornecedor
Inclusive a nós. Se depois de fazer essas perguntas você achar que outra ferramenta serve melhor, ela serve melhor — e você vai ter economizado meses de implantação errada.
Por que esta página não compara marcas. Existem boas ferramentas no mercado, e várias resolvem bem problemas que a gente nem tenta resolver. Publicar uma tabela dizendo o que cada concorrente faz ou deixa de fazer exigiria verificar cada afirmação na semana em que você lê — e nós não temos como garantir isso. Preferimos te dar o critério a te dar a nossa versão dos outros.
- 1
Ela agenda ou ela vende?
A maior parte das ferramentas de atendimento responde rápido e marca horário. Isso é agendamento. Vender é outra coisa: descobrir o que a pessoa quer, entender urgência e orçamento, ancorar valor antes do preço e trabalhar a objeção quando ela vem.
Como testar: Peça para ver uma conversa em que o paciente disse "achei caro". O que a ferramenta respondeu?
- 2
O que acontece quando ela não sabe?
Toda IA vai encontrar uma pergunta fora do previsto. A diferença está no que ela faz aí: inventar uma resposta plausível, ou reconhecer o limite e passar para um humano — registrando a pendência para alguém assumir.
Como testar: Pergunte o que acontece quando o paciente pede algo que a clínica não oferece.
- 3
A consulta confirmada existe mesmo?
O erro mais caro não é falhar — é dizer que marcou quando não marcou, porque ninguém descobre até o paciente aparecer. Pergunte se a ferramenta confere no seu sistema depois de escrever, e o que acontece se a escrita falhar.
Como testar: Peça para descrever o passo entre "marcou" e "avisou o paciente".
- 4
De onde vem o preço que ela fala?
Se o valor sai do modelo de linguagem, ele varia. Se sai de uma configuração que você controla, não varia. É a diferença entre um sistema que você audita e um que você torce para acertar.
Como testar: Pergunte onde o preço fica cadastrado e quem consegue alterá-lo.
- 5
Como eles impedem a regressão?
Todo produto de IA corrige comportamento. A pergunta é se a correção fica. Instrução escrita no texto do agente pode ser ignorada na conversa seguinte; trava em código com teste automatizado, não.
Como testar: Pergunte quantos comportamentos são protegidos por teste, e peça um exemplo.
- 6
Qual o papel deles na LGPD?
Em dado de paciente, a clínica é Controladora e o fornecedor é Operador. Se o fornecedor não souber dizer isso de cabeça, ou não tiver acordo de tratamento pronto, o problema não é o contrato — é o preparo.
Como testar: Peça o acordo de tratamento de dados ANTES de assinar. Quem tem, manda na hora.
- 7
O que eles dizem que NÃO fazem?
Fornecedor que responde "fazemos tudo" está te vendendo uma expectativa que vai frustrar na implantação. Limite declarado na primeira conversa é o melhor indicador de que a segunda vai ser honesta também.
Como testar: Pergunte direto: o que vocês não fazem?
- 8
De onde vêm os números que eles mostram?
Peça a janela de tempo, a base de cálculo e quantos clientes. Número sem período não é número — e média de muitos clientes esconde tanto quanto revela.
Como testar: Pergunte: esse número é de quantos clientes, em quanto tempo, e como foi medido?
Categorias
Três tipos de ferramenta que costumam ser confundidos
Elas resolvem problemas diferentes. Escolher a categoria errada custa mais que escolher a marca errada dentro da categoria certa.
Agendador
Responde rápido, entende a intenção e marca horário. Ótimo para alto volume e ticket baixo, onde o paciente já decidiu e só precisa de uma vaga.
Escolha se: o seu problema é fila e agenda, não conversão.
CRM conversacional
Organiza o funil, distribui conversa entre atendentes, etiqueta e mede. O trabalho de vender continua sendo do humano; a ferramenta dá ordem.
Escolha se: você tem equipe de atendimento e o problema é organização.
Agente de venda
Conduz a conversa comercial: qualifica, ancora valor, trabalha objeção e leva até a consulta. É o que fazemos.
Escolha se: o lead chega e não vira consulta — e a recepção não tem tempo nem treino de vendas.
E nós
As nossas respostas às oito
1. Vocês agendam ou vendem?
Vendemos. A Lívia qualifica, ancora valor antes de falar preço e trabalha objeção em camadas. Agendar é a consequência, não o objetivo — ela nem fala de horário nas duas primeiras mensagens.
2. O que ela faz quando não sabe?
Passa para a equipe e registra a pendência, que aparece no painel. Ela não improvisa resposta plausível — e quando a clínica não oferece algo, ela diz que não oferece.
3. A consulta confirmada existe?
Ela escreve no sistema da clínica e relê para conferir antes de avisar o paciente. Se a escrita falhar, vira alerta humano em minutos. Numa verificação um a um de um período, todas as reservas existiam.
4. De onde vem o preço?
Da configuração da sua clínica, no painel — não do modelo de linguagem. Você vê, edita e audita.
5. Como impedem regressão?
76 comportamentos protegidos por teste automatizado. Se alguém reintroduz um problema corrigido, a entrega trava antes de chegar ao paciente. A regra interna é que garantia só conta quando é código.
6. Qual o papel de vocês na LGPD?
Operadores. Sua clínica é a Controladora. O acordo de tratamento é enviado antes de qualquer assinatura — o conteúdo está em /legal/dpa.
7. O que vocês NÃO fazem?
Não somos prontuário eletrônico, não processamos pagamento, não gerenciamos tráfego pago e não substituímos avaliação profissional. Também não usamos o canal oficial da Meta ainda, e não prometemos disponibilidade que não medimos.
8. De onde vêm os seus números?
De consulta ao banco de produção de uma clínica, num mês de operação, com a janela declarada em cada página. Não é média de carteira — e a gente diz isso porque média de muitos clientes esconde tanto quanto revela.
Próximo passo
Traga as perguntas difíceis
Quem responde é o fundador. Se em algum ponto a resposta for "não fazemos", você vai ouvir isso antes de assinar, não depois.